Naturopatia

Definição. Naturopatia é uma ciência que visa manter ou restabelecer o equilíbrio das funções orgânicas (desintoxicação / vitalização) através dos agentes naturais: alimentos, ervas medicinais, água, argila, entre outros.

Sinônimos. Higienismo; Medicina Natural; Terapias Naturais.

Histórico. Desde os primórdios da civilização a humanidade descobriu a eficácia da água, da argila, das ervas e dos alimentos como recursos simples mas poderosos na recuperação ou melhora das funções orgânicas. China, Índia, Egito e Grécia são alguns dos países onde o uso dos agentes naturais ficou mais evidente. Hipócrates, considerado o Pai da Medicina Ocidental, utilizava amplamente a água (banhos, compressas), a argila medicinal (cataplasmas), as ervas medicinais e, com relação aos alimentos, disse: “Que teu remédio seja teu alimento”.

Essênios. Através dos Manuscritos do Mar Morto, descobriu-se que os Essênios – entre os quais, segundo alguns estudiosos, viveu Jesus de Nazaré – eram profundos conhecedores das Terapias Naturais, tanto que foram denominados na época de hospitaleiros, pois cuidavam das enfermidades da população em hospedarias específicas para isso. Aí está uma das origens da palavra hospital.

Natureza. Os animais nos dão alguns exemplos do uso de recursos da natureza quando estão enfermos. Por exemplo, os cães, instintivamente, jejuam e/ou comem capim se estão doentes.

História. Ao longo da História, destacam-se várias 3personalidades que usavam e recomendavam a utilização dos recursos terapêuticos naturais: Pitágoras, Paracelso, Nostradamus, Sebastian Kneipp, Siegmund Hahnn, Benjamin Franklin, entre outros.

Declínio. Com o advento da ciência moderna, principalmente a partir do século 19 (Revolução Industrial), o uso das Terapias Naturais entrou em declínio, devido à descoberta das vacinas, dos antibióticos, dos modernos tipos de diagnóstico e cirurgias, das drogas sintetizadas em laboratório, enfim, de tudo aquilo que embasa a Medicina Ortodoxa (Alopatia).

Reavivamento. A partir de 1970, está ocorrendo um reavivamento cada vez maior das Terapias Naturais, sendo o seu conjunto, agora, chamado de Naturopatia. Além disso, o estudo científico e a aplicação metodológica norteiam as práticas naturopáticas, inclusive existindo um Sindicato e um Conselho Federal de Terapeutas (SINTE – CFT – http://www.sinte-cfth.com.br) que normatizam a atividade profissional, dando respaldo à mesma.

Retorno. Este retorno às Terapias Naturais deve-se a várias causas: distanciamento (frieza) de grande parte dos médicos perante os pacientes; alto custo dos tratamentos convencionais; aumento da incidência de doenças crônicas e degenerativas, exigindo das pessoas a mudança de hábitos (volta à natureza); efeitos colaterais das drogas químicas; entre outras.

Procura. Hoje, nos EUA, existem inúmeros planos de saúde que incluem o tratamento naturopático, pois a procura pela chamada Medicina Alternativa já é igual ao da Medicina Convencional.

Observação. É fundamental deixar bem claro que a Naturopatia (de forma pejorativa chamada por alguns de Medicina Oficiosa) não rivaliza com a Alopatia (considerada a Medicina Oficial). Pelo contrário, a idéia não é o confronto mas a união dos esforços para o objetivo comum: melhorar a qualidade de vida das pessoas. A Naturopatia, devido às suas características preventivas, comprovadamente funciona hoje como coadjuvante útil e eficaz da Medicina Ortodoxa, inclusive sendo reconhecida e incentivada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) desde 1979, devido, entre outros fatores, ao seu baixíssimo custo.

Complemento. A Naturopatia, devido às suas próprias características – as quais serão relatadas no próximo parágrafo – serve como ajuda complementar ao tratamento alopático. Se um Naturopata constata que há um problema mais sério com o cliente (por exemplo, uma disfunção cardíaca), logo ele encaminha-o a um especialista (no caso, um cardiologista).

Paralelo. Para esclarecer melhor o assunto, segue um pequeno paralelo entre Naturopatia e Alopatia:

 

 

Naturopatia

 

Paradigma Holístico (saúde global; corpo e mente) Centrada no indivíduo Foco na saúde Terapêutica externa (banhos, cataplasmas)

Menos intrusiva Baseada nos agentes naturais Ausência de efeitos colaterais Diagnóstico especializado (Iridologia)

Atua mais nas causas dos desequilíbrios orgânicos Ideal nos estados crônicos Tratamento prolongado (estilo de vida)

 

 

Alopatia

 

Paradigma Reducionista (análise organicista) Impessoal (especialidade; estatística; generalismo) Foco na doença Terapêutica interna (cirurgias) Mais intrusiva Baseada em drogas químicas (indústria farmacêutica) Presença de efeitos colaterais Diagnóstico super-especializado (Ressonância Magnética) Atua mais nos sintomas das doenças Ideal nos estados agudos (crises) Tratamento rápido (imediatismo galenista)

Serviço. Como se vê, o Naturopata não procura curar um “paciente”, mas sim prestar um serviço a um “cliente”. Seu objetivo principal é aumentar a qualidade de vida da pessoa, assim, a melhora do seu funcionamento psicossomático (corpo e mente) é apenas uma consequência advinda das práticas naturopáticas.

 

Fonte do livro Manual de aturopatia, Hipócrates, Kneipp, Lezaeta

e epígonos

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